Anjos da Noite conseguiu chamar a atenção de fãs de vampiros, terror, RPGs e nerds do mundo todo graça a sua idéia de trazer aos cinemas o embate que já dura séculos e séculos entre vampiros e lobisomens. E não é só isso não! Além dessa guerra milenar, situada nos dias de hoje com novas armas, a franquia também nos mostrou Kate Beckinsale em roupas apertadas e interessantes.
O problema é que no segundo filme, as coisas começaram a se tornar um pouco estranhas. Todo aquele mundo cheio de mistérios deu lugar a correria e a um romance proibido. Mas nem tudo estava perdido. O filme deixava as portas escancaradas para uma continuação que poderia seguir muito bem aquela linha. Mas por que não fazer diferente? Ao invés de uma sequência, uma prequência? E foi exatamente isso que os produtores pensaram… E acertaram em cheio!
Em Anjos da Noite: A Rebelião voltamos a mitologia da série. Esqueça as cidades atuais, esqueça (em partes) as novas armas e a tecnologia e voltemos para a era medieval, a era das espadas e cavalos, reinos e castelos. Como eu falei ali em cima, o filme é uma prequência da franquia e se passa mil anos antes dos primeiros.
A vampira guerreira (e interessante) Sonja, interpretada por Rhona Mitra, é filha de Viktor (Bill Nighy), o vampiro “chefe” da coisa toda. O problema é que Sonja acaba se apaixonando por Lucian (Michael Sheen), um lycan que foi acolhido por Viktor, e aí a coisa começa a se complicar. O romance proibido desafia todas as leis da sociedade em que vivem acaba despertando em Lucian o ódio e causando a rebelião dos lobisomens para livrar sua raça da escravidão dos vampiros.
Tudo pode parecer pouco original, mas não se engane. A história tem uma trama bem desenvolvida, uma história que faz a gente realmente acreditar que tudo aquilo aconteceu milhares de anos atrás. A mudança de “cenário” também é um ponto positivo para o filme. A Nova Zelândia (tanto usado no Senhor dos Anéis) é um local perfeito para nos mostrar uma era mais medieval, mais selvagem nos dando uma ação muito maior e mais intensa que os primeiros filmes – tudo isso graças a especialista em efeitos especiais Patrick Tatopoulos que aqui se transforma em diretor.
Michael Sheen e Bill Nighy se destacam e são personagens a parte que nos fazem acreditar em tudo aquilo e conseguem impor suas presenças quando necessárias. A escolha de Rhona Mitra para o lugar de Beckinsale foi acertada, mas infelizmente suas atuações são visivelmente inferiores o que acaba a deixando meio de lado nessa história toda – a não ser certa cena sob luar na montanha.
Como o quarto filme da série é incerto já que a renda vem caindo a cada produção, o negócio é aproveitar Anjos da Noite: A Rebelião que nos trás de volta toda a mitologia que envolvem vampiros e lobisomens. Aproveite o feriadão que teremos e vá ao cinema. Compre uma pipoca ou balas, acomode-se na poltrona e aproveite o filme.
ANJOS DA NOITE: A REBELIÃO (Underworld: Rise of the Lycans)
EUA – 2009
Direção: Patrick Tatopoulos
Roteiro: Len Wiseman, Robert Orr, Danny McBride
Elenco: Michael Sheen, Bill Nighy, Rhona Mitra, Steven Mackintosh, Kevin Grevioux, David Ashton, Geraldine Brophy, Leighton Cardno, Alex Carroll
Site Oficial: http://www.entertheunderworld.com
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1 Resposta em “[Crítica] Anjos da Noite: A Rebelião”:
Comecei a assistir acho que pelos mesmos motivos que o levaram a ver man.
Vou acabar vendo esse terceiro, mas essa história de regressar aos tempos antigos já não me anima tanto. O legal era ter esse embate épico nos tempos atuais, mas vamos ver no que vai dar hehehe
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