Sendo hoje uma das maiores franquias do cinema, o vigésimo segundo filme de James Bond conseguiu gerar uma ansiedade e expectativa gigantesca entre os fãs, principalmente depois do que vimos em seu antecessor, Cassino Royale. Pra começar, Quantum of Solace é o filme mais curto entre todos – com seus 106 minutos, pegando a posição que antes pertencia a de 007 Contra o Satânico Dr. No – com os seus 110 minutos de duração.
Ok… O filme pode até ser o mais curto da franquia, mas consegue cumprir bem as expectativas geradas. Pelo menos as dos fãs do espião. O diretor alemão, Marc Forster, nos trás alguns elementos característicos da série – o que pode deixar os fãs mais “novos” um pouco decepcionados – como a introdução com a música tema do filme (Another Way to Die) e uma tela repleta de movimentos e silhuetas femininas nos créditos iniciais. O estilo galã de ser de Bond, também está de volta… Só fiquei sentindo falta dos aparatos hightech.
Quantum of Solace começa no exato ponto em que Cassino Royale parou e começo MUITO BEM, já tirando o nosso fôlego com Bond e seu Aston Martin em uma perseguição de carros pelas estreitas ruas da Itália, seguida por uma perseguição à pé, pelos telhados. Duas cenas MARAVILHOSAS que nos fazer ficar atentos a tudo pra não perder nada. Esse é o momento crucial do filme onde somos lembrados de qual é a motivação de Bond… Vesper, Lynd Vesper (Eva Green), o amor de sua vida, que foi assassina. Ou seja, ele ta MUITO PUTO e quer pegar o responsável por isso. Custe o que custar!
Era essa a impressão que tinhamos com os trailer, mas a coisa toda não é bem por aí. Bond age, durante o filme todo, por vingança e isso fica claro logo no começo. As expressões e a interpretação de Daniel Craig, deixa isso bem claro. Abusando da sua licensa de agente “00” para matar, Bond deixa um rastro de sangue por onde passa, sem se preocupar com o resto e é aí que entra M (Judi Dench) para conter o agente. Isso não o impede, é claro, e ele acaba conhecendo Camille (Olga Kurylenko), que além de ser a nova BondGirl, também está em sua própria jornada de vingança.
Nesse momento, eu comecei a perceber que o roteirista e diretor, erraram na BondGirl. De todos os filmes do 007, Camille foi a “menos importante”. Numa tentativa de transformá-la numa pessoa tão importante quanto Vesper, a história perdeu um pouco o sentido… Ainda mais depois daquele (ÚNICO!) beijinho… Mas se você acha que eles esqueceram do Bond pegador, temos Strawberry Fields, interpretada pela ex-desconhecida Gemma Arterton, que na minha opinião é mais interessante que Camille.
Quantum of Solace não supera e nem igual o seu antecessor, mas ainda assim consegue empolgar. E muito. Esperávamos alguém 100% vingativo, mas no final das contas tivemos um Bond mediano e acaba deixando um pouco a desejar. Pra resumir, o filme é muito bom e, de quebra, nos mostra perseguições de tudo quanto é jeito – de carro, avião, à pé, na água – e é um filme do James Bond. Não supera as espectativas que o filme gerou, mas agrada, diverte e é um filmão.
007: QUANTUM OF SOLACE (007: Quantum of Solace)
EUA – 2008
Direção: Marc Forster
Roteiro: Paul Haggis, Neal Purvis, Robert Wade
Elenco: Daniel Craig, Mathieu Amalric, Olga Kurylenko, Judi Dench, Giancarlo Giannini, Gemma Arterton, Jeffrey Wright
Site Oficial: http://www.007.com/
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3 Respostas em “[Crítica] 007: Quantum of Solace”:
Talvez a escolha do diretor tenha sido o primeiro erro. Marc Forester vem de filmes como Em Busca da Terra do Nunca e outros dramas. Isso fica claro no modo meio perdido como algumas cenas de ação são desenvolvidas. A cena da ópera ficou muito abaixo da ambição que o diretor tinha.
Ao ver a história da nova Bondgirl entendo porque tantas brasileiras foram consideradas. Os caras estavam muito mais bem servidos com a Juliana Paes do que com a Olga.
Me decepcionou também por quase não ter história, fica tudo meio perdido, um erro completo de roteiro.
Ao sair fui ver Goldeneye e lembrar coomo era cafajeste o antigo Bond. Ainda não tenho decidido se prefiro o Bond anterior ou o de Graig.
Faltou Q e as seus brinquedinhos….deveriam voltar com a Moneypenny também…Acredito que os fãs prefeririam um Bond com mais “pegada” no que diz respeito as mulheres. Precisam também rever a escolha das Bond Girls.
O roteiro é frágil demais….Entretanto Craig esteve bem e as cenas de ação forma muito corretas. A cena da garota coberta com petróleo foi muito boa e nos levou de volta a Goldfinger, talvez mais cenas que remetam a outros filmes faça bem aos novos filmes. Faltou ainda o Dry Martini e My name is Bond…James Bond, mas pelo menos preservaram o Aston Martin.
e eu senti saudades do Q mas nem no livro ele aparece tambem senti falta do My name is Bond…James Bond concordo com o roteiro muito fraco por exemplo ter
escondido os interrogatorios finais
ou seja eles criaram um novo bond
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