Quando começaram a surgir as primeiras imagens de Babylon AD ou, numa versão brazuca, Missão Babilônica, eu e muita gente acreditava que o filme seria mais um a la A Batalha de Riddick, com Vin Diesel todo badass, num futuro pós apocalíptico e cheio de ação. Em partes, não estávamos errados – pelo menos não quanto a ação. Mas no final das contas, se nem o próprio ator e nem o diretor Mathieu Kassovitz recomendam o filme, o que esperar dele?
O filme até tem um bom começo e diferente de muitos filmes, já nos deparamos com o mercenário Toorop (Vin Diesel) caminhando numa espécie de vila na Europa em meio a barricadas, veículos militares e pessoas armas, procurando por asiático que havia lhe vendido uma arma que não funciona. Missão Babilônica já explica logo de cara que não é um futuro pós apocalíptico como pensávamos, mas sim um futuro onde as pessoas seguem apenas dois lemas: não confiar em ninguém e matar ou morrer.
Logo de cara já temos diversas explicações e assim o filme continua… Pelo menos até a metade do filme. Mais detalhes são dados como o fato dos tigres serem extintos só sendo possível ver clones dos clones, invenções antigas – como tanques, helicópteros e carros – são mais valiosas do que nunca, a entrada para os EUA (além de mais moderna) ficou mais difícil e o aquecimento global é uma realidade e não mais um aviso.
Tudo vai bem, mesmo após a introdução de Aurora (Mélanie Thierry) e da Irmã Rebeka (Michelle Yeoh). E se sabíamos pouco sobre a história do mercenário, sabemos menos ainda sobre essa misteriosa garota. Nesse começo, vemos muitas semelhanças com Filhos da Esperança aonde o “mocinho” precisa escoltar uma mulher de um lugar a outro. Vin Diesel vai bem… Suas poucas palavras ajudam no misterioso personagem e, como eu disse ali em cima, tudo vai bem até mais ou menos a metade do filme.
A partir daí, como o próprio Toorop diz, é um Deus-nos-acuda…
Graças a Fox, que segundo Diesel e Kassovitz, Missão Babilônica foi submetida a vários cortes e remontagens para o filme conseguir uma classificação mais baixa aka o famoso PG-13. Na segunda metade do filme fica claro que tivemos uma caralhada de informações que explicam a TODOS os mistérios que foram mostrados no começo do filme, trechos e seqüências sem nexo ou vínculos… O filme perde o rumo e não se pode culpar apenas o estúdio por esse desfecho – como por exemplo a explicação da Irmã Rebeka para uma certa explosão.
Enfim… O francês Kassovitz mostra que apesar de ser um bom diretor e criar mistérios incríveis no começo de seus filmes, não consegue desatar os nós com o desenrolar da história. É como o ditado diz: Se não faz merda na entrada, faz na saída. Missão Babilônica merece ser assistida, mas aguarde o DVD para assistir no conforto do lar e sem muitas esperanças de um ótimo filme.
MISSÃO BABILÔNICA (Babylon A.D.)
EUA – 2008
Direção: Mathieu Kassovitz
Roteiro: Mathieu Kassovitz, Eric Besnard, Joseph Simas
Elenco: Vin Diesel, Mélanie Thierry, Michelle Yeoh, Charlotte Rampling, Lambert Wilson, Mark Strong, Gérard Depardieu
Site Oficial: http://www.babylonadmovie.com/
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