Em meio a tantos blockbusters adaptados dos quadrinhos que tivemos esse ano com certeza o novo filme, do diretor Guillermo del Toro, era o menos badalado entre eles. Sem contar a difícil tarefa que o diretor tem de fazer uma seqüência do vermelhão superar o filme o anterior – e nesse quesito, Hellboy II: O Exército Dourado mostra que passou com todo louvor, além de me surpreender positivamente.
Desde a divulgação do filme, Hellboy II: O Exército Dourado nos prometeu uma seqüência grandiosa e épica para o garoto demoníaco e ele cumpre o prometido. O filme no geral é muito legal com diversas cenas de ação daquelas que a gente para de comer a pipoca pra ver o que vai acontecer. A risada, que era algo desejado por todos, também está lá graças ao nosso amigo vermelho. Guillermo del Toro nos mostrou em Labirinto do Fauno (o qual pecaminosamente eu ainda não vi) que sabe mexer bem com criaturas que parecem ter saido de fábulas, e nesse filme o diretor não só reafirma isso como também da um baile em George Lucas.
Mas nem tudo são flores e toda essa grandiosidade acaba prejudicando um pouco o filme. Um exemplo disso é o agente Johann Krauss (James Dodd), que é introduzido nessa seqüência. Ele surge como alguém pra colocar ordem na casa, vindo diretamente da alemão, pra dar um jeito na galera que insiste em não se manter anônimo. Até aí nenhum problema, só que o cara é constituido de (ou ectoplasma, se preferir) e, em nenhum momento do filme, existe uma explicação de como ele ficou daquele jeito – exceto algum esboço de explicação que fica por isso mesmo.
Os demais personagens já são conhecidos e seguem quase a mesma linha do primeiro filme. Abe Sapien, interpretador por Doug Jones, ainda busca novos conhecimentos, mas dessa vez é a música no lugar dos livros – e continua a lutar mal. Selma Blair como Liz surpreende com a sue evolução que da lugar a uma agente séria e com alguns problemas de relacionamento com o Hellboy, interpretador por Ron Perlman, que continua se mostrando o mesmo fanfarrão caçador de monstros só que dessa vez, ele quer conhecer o mundo que existe lá fora.
Já pelo lado vilanesco da história temos o príncipe Nuada vivido por Luke Goss. No começo do filme o cara se apresenta como herdeiro revoltado, um vilão badass que deseja apenas a destruição dos humanos, mas no final percebemos que as ações do albino orelhudo tem um outro motivo. Por outro lado temos a princesa Nuada, irmão gêmea interpretada por Anna Walton que parece apenas um personagem sem importância, mas no final percebemos que sua presença é fundamental.
Enfim, Guillermo del Toro nos apresenta uma seqüência que supera o antecessor com um filme de ação e aventura, com algumas pitadas de drama, humor e até mesmo romance. Agora é esperar pra ver o que esse mexicano vai aprontar em O Hobbit, que o diretor Peter Jackson lhe confiou.
HELLBOY II: O EXÉRCITO DOURADO (Hellboy II: The Golden Army)
EUA – 2008
Direção: Guillermo del Toro
Roteiro: Guillermo del Toro
Elenco: Ron Perlman, Selma Blair, Luke Goss, Thomas Kretschmann, Doug Jones, Luke Goss, Anna Walton, Brian Steele, Roy Dotrice, John Hurt
Site Oficial: http://www.hellboymovie.com/
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2 Respostas em “[Crítica] Hellboy II: O Exército Dourado”:
Também me surpreendi positivamente com este filme. Fiquei feliz ao saber que o próprio criador do personagem foi responsável pelo roteiro e que O Labirinto do Fauno deu a Del Toro a liberdade que ele não teve no primeiro filme.
Este eu pretendo ter na minha DVDteca assim que sair
Eai caraaa. olha eu nao vou criticar porque nao vii. mas vou lhe dizer que nem verei. nao curto mesmo o flme. lembro que comecei a ver o primeiro e só largeui de ladoo. nao gosteiu1
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