SURPREENDENTE. É essa a palavra que eu uso pra descrever Hancock. Depois de todos aqueles vídeos e trailers, imagens engraçadas e o escambáu, o mínimo que esperávamos do novo filme de Will Smith, era uma comédia heróica (!) de um super-herói fanfarrão e solitário, alcoólatra e que ta pouco se lixando para as leis e a sociedade. Apesar de ser dotado com super-poderemos, cuidado é uma palavra que está longe de seu dicionário. E apesar desse jeitão relaxado e ser odiado pela cidade inteira, ele é o mocinho AND herói e sempre pega os bandidos. Do seu modo, é claro, mas pega.
Tudo isso que eu falei aí em cima, está no filme e acontece, mas serve como uma introdução para nos apresentar Joh Hancock e é exatamente nesse ponto que a história começa a ter sentido e tem início uma das maiores e melhores reviravoltas do cinema. Graças as idéias e ao roteiro de Vincent Ngo e Vince Gilligan e a direção de Peter Berg, a história de verdade começa, deixando todo mundo surpreso com os acontecimentos.
Hancock não é (mais) uma caricatura dos heróis, é uma invenção, uma inovação que acaba de ganhar vida em meio aos trocentos filmes de heróis que tivemos (e ainda teremos) nesse ano e que ganha um merecidíssimo lugar. Graças ao roteiro? Definitivamente, mas também aos atores que se mostraram perfeitos em cada cena. Ao lado do consagrado Will Smith (o cara é realmente INCRÍVEL) temos Jason Bateman e Charlize Theron que empregam de forma perfeita a função de lhes foi passada – de atores coadjuvantes, mas com uma grande importância para o filme e para os acontecimentos. Good Job! =D
Se é comédia que você procura, ela está lá! Na medida exata e na hora exata. Que tal um pouco de ação? Também tem, hora acompanhada de uma pitada de comédia, hora séria nos momentos tensos. Mas nem só comédia e ação vive o filme. Ainda temos os conflitos psicológicos, relacionamentos, passados… Tudo na hora e na medida, sem exagero ou falta deles. E todos esses “temperos” de gêneros (e momentos) é que fizeram de Hancock não apenas mais um herói saído das HQ – que até são lembrados e zoados, mas um herói único. Como a própria tagline diz: há heróis. Há super-heróis e há Hancock.
Como eu disse lá no começo dessa crítica e repito: Hancok é surpreendente. Não só é um filme de super-herói como também um dos melhores filmes do ano. E se você está aí, sem planos pra hoje ou sem empolgação, aproveite essa opotunidade. Leve a namorada ou a família ao cinema. Só não levante da poltrona quando os créditos começarem a aparecer. =D
HANCOCK (Hancock)
EUA – 2008
Direção: Peter Berg
Roteiro: Vince Gilligan, Vincent Ngo
Elenco: Will Smith, Jason Bateman, Charlize Theron, Daeg Faerch, Lauren Hill, Darrell Foster, Valerie Azlynn, Kate Clarke, David Mattey, Lily Mariye, Shea Curry
Site Oficial: http://www.hancock.com.br/









2 Respostas em “[Crítica] Hancock”:
Cara concordo ctg! O filme é fantastico! Eu pensei que nem iria gostar tanto pelas criticas que li, mais simplesmente amei o filme! é maravilhoso!
Achei extremamente clichê e talvez por isso, muito previsível. Assim como o Super Herói – O Filme, a comédia gira em torno de algumas piadas, no caso de Hancock, a do “asshole”, ou da destruição na hora de salvar alguém… coisa que os trailers já haviam mostrado, deixando para o filme algumas tiradas aqui ou ali. Enfim, não sou crítico de cinema, mas sei diferenciar o que é um bom roteiro, e esse de surpreendente não tem nada!
=\
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